Aplicativo de contagem de estoque aberto no celular em frente a um hospital

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Como fazer inventário de OPME sem internet no centro cirúrgico

Centro cirúrgico quase nunca tem sinal. Veja como organizar um inventário de OPME confiável por SKU, lote e validade mesmo sem conexão.

5 min de leitura Equipe CPL

Paredes blindadas, áreas restritas e Wi-Fi do hospital que não libera acesso para terceiros: o centro cirúrgico é, quase sempre, um lugar sem internet. E é justamente lá que fica boa parte do estoque consignado de OPME.

O resultado é conhecido: contagem em papel, foto do celular para digitar depois, planilha preenchida no carro. Cada etapa manual é uma chance de erro de lote, de quantidade ou de validade.

Por que a contagem em papel falha

O problema não é o papel em si, é o retrabalho que ele cria:

  • o lote é anotado à mão e digitado depois, e um dígito trocado vira divergência;
  • a validade fica de fora porque “dá muito trabalho anotar”;
  • a contagem só chega ao sistema dias depois, quando a informação já envelheceu;
  • no kit de ortopedia, conferir peça a peça o que voltou da cirurgia vira uma tarefa de horas.

O que um inventário confiável precisa registrar

Para que a contagem sirva para faturar e para controlar vencimento, cada item precisa de:

  1. SKU: o que é o produto.
  2. Lote: para rastreabilidade e para saber qual unidade foi consumida.
  3. Validade: para priorizar o uso e evitar perda.
  4. Local: hospital, setor e, no caso de kits, a caixa a que pertence.
  5. Quantidade e data da contagem: para comparar com a contagem anterior e apurar consumo.

Como contar sem conexão

A solução é inverter a lógica: em vez de depender da rede no momento da contagem, o registro acontece no aparelho e é enviado depois.

  • Leitura por código de barras (inclusive GS1 DataMatrix, que já traz lote e validade) em vez de digitação.
  • Base de produtos salva no aparelho, para validar o SKU na hora mesmo sem internet.
  • Sincronização automática assim que o aparelho volta a ter sinal, sem reenvio manual.
  • Conferência de kit comparando o que saiu com o que voltou, item a item.

Ortopedia: o caso mais difícil

Em ortopedia, a caixa vai completa para a cirurgia e volta com algumas peças a menos. O que ficou no paciente é exatamente o que precisa ser faturado, e é o que mais se perde quando a conferência é manual. Contar o kit na volta, ainda dentro do hospital, com leitura por lote, é o que fecha essa lacuna.

Sem internet não precisa significar sem controle. Basta que a ferramenta de contagem tenha sido pensada para o lugar onde o estoque realmente está.

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